Campanha salarial
Greve de três dias na Embrapa na próxima semana
Em função da proposta de acordo coletivo da Embrapa não contemplar ganhos reais, instituir o banco de horas e não garantir a implementação do PCE, o SINPAF encaminha por uma greve de três dias na próxima semana. Durante os dias 12, 13 e 14, os trabalhadores deverão paralisar totalmente suas atividades e participar das mobilizações que deverão acontecer em frente às unidades da empresa, em todo o país.
Embrapa não atende principal reivindicação dos trabalhadores
A Diretoria da Embrapa vem divulgando seu "empenho" em fechar um acordo com os trabalhadores, no entanto, em nenhum momento sua proposta de reajuste salarial contempla nossa principal reivindicação, que é a obtenção de ganhos reais. Além disso, a empresa não tem como dar garantias da implementação do novo Plano de Carreiras.
Para o SINPAF, a empresa deve buscar um novo índice que realmente atenda às expectativas dos trabalhadores dentro da negociação do acordo coletivo. O novo PCE foi negociado em outra ocasião, mas o governo tem usado sua implementação como condição para o fechamento de um acordo, querendo empurrar para os trabalhadores um índice que não oferece ganhos reais.
Banco de horas fere o direito individual
A empresa também não abre mão da instituição do banco de horas, um mecanismo historicamente combatido pelo SINPAF. "Esse banco de horas fere o direito individual do trabalhador, por isso, não o aceitamos num acordo coletivo. Essa compensação de horas poderá ser objeto de negociação entre o trabalhador e seu chefe imediato, de forma individual, e não uma norma à qual todos estarão submetidos", comenta Valter Endres, presidente do SINPAF.
Nota técnica não explica nem convence
A nota técnica que a Embrapa encaminhou ao SINPAF não esclarece adequadamente os impactos financeiros da possível implantação do PCE. O quadro numérico apresentado com um agrupamento diferenciado de referências do crescimento salarial acumulado tenta convencer o trabalhador de que ele poderia estar enquadrado numa situação de maiores ganhos.
A realidade é que os termos reais apresentados na mesa de negociação explicitam: "Implantação do PCE em agosto, com ajustes de acordo com disponibilidade de recursos financeiros". "Este condicionante é o principal fator de comprovação de que não há garantia de implantação do novo plano e, portanto, não há acordo", diz Valter Endres.
Greve para pressionar governo e empresa
Diante da situação imposta pela empresa e pelo governo, os trabalhadores não têm alternativa se não a greve. Assim, a Diretoria Nacional encaminha pela aprovação da paralisação com mobilizações em todos os locais de trabalho. "Essa é a forma de demonstramos nossa insatisfação com o tratamento dispensado pelo governo e pela Diretoria da Embrapa", afirma Valter. Além das mobilizações públicas, o SINPAF estará intensificando sua atuação política junto a parlamentares federais e estaduais durante esta semana e durante a greve.
A Diretoria da Seção Sindical Campinas/Jaguariúna-Sinpaf convoca todos os filiados, e convida os não-filiados, para participarem da Assembléia Geral Extraordinária dia 06/06/2006 (próxima terça-feira), nos seguintes locais e horários:
Locais e Horários:
CNPM: 1a. chamada: 8h45 - 2a. chamada: 9h15
CNPTIA: 1a. chamada: 10h45 - 2a. chamada: 11h15
CNPMA: 1a. chamada: 13h - 2a. chamada: 13h30
SNT: 1a. chamada: 15h - 2a. chamada: 15h30
Pauta: deliberar sobre indicativo de greve para os próximos dias 12, 13 e 14 de junho
Ricardo Martins Bernardes - Presidente da Seção Sindical Sinpaf Campinas/Jaguariúna